Yalu

Os planos de Deus são muito mais altos do que os meus.

Ontem ia a passear com o meu amigo Isaac. No dia anterior, falei com ele sobre a conversa que tive com os guardas sobre a religião muçulmana em comparação à cristã. O diálogo entre nós naquela noite foi extenso, então saí dali com muitas histórias e dogma na cabeça. Estava um pouco aborrecido com a situação, confesso, mas reconhecia que valeu ontem.

Entretanto, falava com Hadassah e Isaac sobre as histórias que o guarda me disse, em parte para desabafar histórias confusas da minha mente e ouvir alguém a rir. Com certeza deixou-me com uma convicção sobre o meu compromisso à minha própria religião. Tinha falado também sobre a religião com um novo amigo meu, chama-se o Tiago, e aprendi sobre a origem da palavra religião. Em português fica muito mais óbvio do que inglês: ré-ligação. Religião é simplesmente a busca duma maneira para ré-ligar-nós com um poder mais alto. Ou seja, é a maneira de restaurar o nosso relacionamento com Deus.

Nós temos perdido esta conotação quase completamente e muito infelizmente.

Isaac e eu tínhamos chegado à nossa rua entre a zona do Palmarejo e o Baixo, mas parei para conversar com Yalu nas três palavras francesas que consigo dizer com uma fluência fingida. Ele é nem senegalês como alguns de vocês tivessem pensado, o Yalu é de Guiné-Bissau, e, portanto, um muçulmano. Então comecei a falar com ele sobre os meus pais, que saíram neste semana passada, e a nossa viagem. Disse que tinha falado com Buba e os guardas no sábado anterior e Yalu decidiu dizer-me que todas as religiões são quase iguais, então realmente não importa. Tinha ouvida a mesma ideia do guarda no dia sábado, então mergulhei na conversa com o Isaac a escutar e o debate pariu. Falamos sobre vários temas a tratar-se do Evangelho e quando ele tentei dizer algo para desvalorizar a divindade do Cristo, eu antecipei o ponto ele estava para discutir e trouxe as suas ideias à luz. Iluminado as contradições que tinha, estava a deixar-lhe sem respostas ou maneiras de fazer um argumento.

O Derek disse-me que é bom ter balas na arma. Sentia-me que enquanto a conversa com os guardas no sábado que estava a ficar com flechas ardentes no escudo, mas ontem, tirei-as para parar as ideias contra-evangélicas do Yalu.

Sentia-me mal também, porque achava que foi apenas outra situação em que fiquei sem progresso em evangelizar aqueles homens.

Claro que não é a verdade, por aquela situação, eu fiquei equipado para falar com Yalu na terça-feira seguinte.

Graças a Deus, e estou certo que não fui eu a falar. A conversa inteira foi no Crioulo, que fica mais difícil para mim do que o português. Começou em português, mas troquei para Crioulo quando mencionei os meus pais.

Realmente, começou no francês. Em apenas três palavrinhas que aprendi do Yalu. Deus fornece, às vezes sem nós a saber.

Disse para ele, faz um balanço. Os muçulmanos adoram as considerações das ideias e pecados, trabalho dos juizes, etc. Espero que ele já esteja a pensar em como os seus bens possam sobre-numerar as maldades, mas nunca as superam.

Que sigam na oração para os meus amigos, pela convicção do Espírito Santo no coração do Yalu.

⁃ Micah

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